Publicado em 6 de outubro de 2026
Por: Redação STRADCAR Notícias
A Honda apresentou a linha City 2027 com mudanças no visual, novos equipamentos e uma novidade importante para o mercado brasileiro: a estreia da versão RS, exclusiva do City Hatchback.
A atualização marca uma das principais mudanças visuais da atual geração do modelo, que continua sendo oferecida nas carrocerias hatchback e sedã. Apesar das alterações, a Honda manteve o conhecido motor 1.5 flex aspirado e o câmbio automático CVT.
Os preços da linha 2027 começam em R$ 117.700 e chegam a R$ 156.400. Antes do início das vendas regulares, a marca abriu uma pré-venda com os preços da linha 2026 para um lote limitado de 3.000 unidades.
Visual inspirado no Prelude
A principal mudança do City 2027 está na dianteira. O conjunto foi redesenhado e ganhou elementos que remetem ao visual do Honda Prelude, incluindo uma nova grade, para-choque revisado e faróis mais estreitos.
Outra mudança importante é que todas as versões passam a contar com faróis Full LED, enquanto as configurações Touring e RS recebem uma assinatura luminosa que conecta visualmente os dois faróis.
A traseira mantém a identidade conhecida do City, com alterações mais discretas.
Segundo a Honda, o objetivo do novo desenho é transmitir uma percepção de maior porte, sofisticação e esportividade sem alterar significativamente as dimensões do veículo.
City RS estreia no Brasil
A grande novidade da linha 2027 é o City Hatchback RS, primeira versão da família RS da Honda comercializada no Brasil.
Com preço de R$ 156.400, a configuração recebe uma série de alterações visuais, como teto, retrovisores e antena em preto brilhante, rodas de 16 polegadas com acabamento escurecido, emblemas RS, spoiler traseiro e ponteira de escapamento cromada.
Por dentro, o hatch ganha acabamento predominantemente escuro, bancos com costuras vermelhas, pedaleiras de alumínio e grafismos específicos no painel.
Apesar do visual mais esportivo, é importante destacar que o RS não possui alterações mecânicas. O motor, câmbio e conjunto de suspensão são os mesmos das demais versões do City.
Motor 1.5 continua
Não houve mudança na motorização para a linha 2027.
Tanto o City Hatchback quanto o City Sedan continuam utilizando o motor 1.5 flex de quatro cilindros, aspirado e com injeção direta.
O propulsor entrega até 126 cv e torque máximo de 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina.
A transmissão continua sendo automática CVT, com simulação de sete marchas. A partir da versão EX, o motorista também pode realizar trocas pelas aletas atrás do volante.
A Honda não adotou sistema híbrido no City brasileiro. Apesar de existir uma configuração híbrida do modelo em outros mercados, a tecnologia não faz parte da linha brasileira neste momento.
Consumo passa dos 15 km/l com gasolina
Mesmo sem eletrificação, o City mantém bons números de eficiência.
Segundo os dados do Inmetro/PBEV, o City Sedan registra:
- 9,1 km/l na cidade com etanol
- 10,8 km/l na estrada com etanol
- 12,9 km/l na cidade com gasolina
- 15,3 km/l na estrada com gasolina
O Hatchback apresenta:
- 9,1 km/l na cidade com etanol
- 10,7 km/l na estrada com etanol
- 12,9 km/l na cidade com gasolina
- 15,1 km/l na estrada com gasolina.
Dimensões e espaço
As dimensões do City praticamente não foram alteradas.
O City Sedan mede aproximadamente 4,58 metros de comprimento, 1,75 m de largura e 1,48 m de altura, com entre-eixos de 2,60 m. O porta-malas tem capacidade para 519 litros.
Já o City Hatchback mede 4,36 m de comprimento, 1,75 m de largura e 1,50 m de altura. O entre-eixos também é de 2,60 m, enquanto o porta-malas comporta 268 litros.
Equipamentos aumentam conforme a versão
A versão LX, de entrada, parte de R$ 117.700 e já traz seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, alerta de pressão dos pneus, câmera de ré, faróis Full LED, chave presencial e central multimídia de 8 polegadas com conexão sem fio para Apple CarPlay e Android Auto.
A EX, que custa R$ 137.400 no hatch e R$ 138.400 no sedã, acrescenta itens como ar-condicionado digital automático, rodas de liga leve de 16 polegadas, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, carregador de celular por indução e quatro portas USB.
É também a partir da EX que entra o pacote Honda Sensing, conjunto de tecnologias de assistência à condução que inclui recursos como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e assistência de permanência em faixa.
Na EXL, disponível por R$ 144.800 no hatch e R$ 145.800 no sedã, o modelo recebe painel digital de 7 polegadas, sensores de estacionamento traseiros, retrovisores com rebatimento elétrico, revestimento de couro e sistema Honda MyConnect.
A Touring passa a contar com central multimídia de 10 polegadas, ar-condicionado digital de duas zonas, sensores de estacionamento dianteiros, sensor de chuva, retrovisor interno fotocrômico e partida remota. Os preços são de R$ 153.300 para o hatch e R$ 154.300 para o sedã.
Preços do Honda City 2027
A tabela oficial para as vendas regulares ficou assim:
VersãoHatchbackSedã
LX | R$ 117.700 | R$ 117.700
EX | R$ 137.400 | R$ 138.400
EXL | R$ 144.800 | R$ 145.800
Touring | R$ 153.300 | R$ 154.300
RS | R$ 156.400 | —
Os preços representam aumento de R$ 200 na versão LX e de R$ 1.100 nas demais versões equivalentes, com exceção da inédita RS.
Pré-venda mantém preços da linha 2026
Antes das vendas regulares, a Honda abriu uma pré-venda com 3.000 unidades, sendo 1.500 hatchbacks e 1.500 sedãs.
Durante essa fase, os preços foram mantidos nos mesmos valores praticados pela linha 2026. Assim, o City Hatch LX e o Sedan LX saíram por R$ 117.500, enquanto a nova versão RS teve preço de R$ 155.300.
Além disso, clientes que financiarem o veículo pelo Banco Honda durante a pré-venda recebem licenciamento e emplacamento por conta da marca.
As vendas regulares estão previstas para começar no início de novembro, quando passam a valer os preços oficiais da linha 2027.
Garantia de seis anos
A Honda mantém para o City a garantia de seis anos, sem limite de quilometragem.
A produção continua sendo realizada no Brasil, na fábrica de Itirapina, em São Paulo, de onde saem as versões hatchback e sedã.
City continua sem eletrificação
Apesar de receber uma atualização visual significativa e a inédita versão RS, o City 2027 mantém uma estratégia conservadora na parte mecânica.
O modelo continua com o motor 1.5 aspirado e não recebeu uma versão híbrida para o mercado brasileiro.
Isso pode ser visto como uma vantagem para quem prioriza simplicidade mecânica e o histórico de confiabilidade do conjunto, mas também deixa o City em uma posição diferente de concorrentes que começam a apostar cada vez mais na eletrificação.
Com visual inspirado no Prelude, nova versão RS, equipamentos atualizados e preços ainda competitivos, a linha 2027 busca manter o City relevante em um segmento cada vez mais disputado.
E você, escolheria o novo City 2027 ou partiria para um concorrente na mesma faixa de preço?








